Ano curricular: 1 Duração: 1º semestre
Créditos: 3.5 ECTS Tipo:Obrigatória
Idioma: Português
Pré-requisitos:
Nenhum
Docente(s):
Luís Bettencourt Sardinha (regente)
Enredeço web: http://www.fmh.utl.pt/estruturainterna/cp_index.html
Teóricas: 26.0 Total: 26.0
Esta disciplina pretende documentar a evidência existente sobre a função da actividade física como instrumento de Saúde Pública e apresentar formas de intervenção tendentes a generalizar a sua prática regular. No quadro genérico dos comportamentos patogénicos e salutogénicos, a actividade física tem um efeito marcadamente salutogénico com possíveis influências desta natureza em alguns comportamentos patogénicos. De uma forma mais específica, os três objectivos principais são: I) apreciar os efeitos da actividade num quadro comunitário epidemiológico e respectivos indicadores; II) descrever e caracterizar o quadro de actividades com marcado efeito salutogénico; III) identificar e caracterizar as técnicas comunitárias e no local de trabalho mais eficazes de promoção da actividade física.
1. Os conceitos de prevalência e incidência, As várias definições de corte entre actividade e inactividade física. A relativização deste conceito dicotómico.
2. A morbilidade, a mortalidade e anos potenciais de vida em populações activas vs inactivas.
3. A natureza da relação entre a actividade física e a saúde. A magnitude, a consistência, a temporalidade, o gradiente biológico e a evidência experimental desta relação.
4. A natureza da relação entre a aptidão cardiorrespiratória e a saúde. A magnitude, a consistência, a temporalidade, o gradiente biológico e a evidência experimental desta relação.
5. As teorias e modelos para a promoção da actividade física.
5. Modelos de aconselhamento para a actividade física.
6. Os factores que influenciam a actividade física dos jovens e adultos. As determinantes modificáveis de natureza pessoal, interpessoal e do envolvimento específicas dos jovens e dos adultos.
7. As aproximações comunitárias e no local de trabalho para a promoção da actividade física de adultos. As estratégias de comunicação nestes programas. As características dos programas nas empresas. Exemplos de programas com sucesso.
8. O impacto do exercício no absentismo e custos com os cuidados de saúde. O custo-benefício de programas de actividade física.
9. A concepção e execução de um portfolio para a negociação do desenvolvimento de um programa de actividade física em instituições comunitárias e nas empresas.
10. As intervenções preventivas universais, selectivas ou mandatórias. O ajustamento entre o programa e o consumidor. O conteúdo e a segurança do programa. A evidência do sucesso do programa através de indicadores de comorbilidade a curto e a longo prazo.
Bibliografia principal:
Dishman, R.K. Advances in Exercise Adherence. Human Kinetics, Champaign, 1994.
Sardinha, L.B., & Matos, M.. O aconselhamento para a actividade física. In L.B. Sardinha, I. Loureiro, & M. Matos (Eds.). Promoção da saúde: modelos e práticas de intervenção nos âmbitos da actividade física, nutrição e tabagismo. Lisboa, Edições FMH, 1997.
Teixeirta, P.J, Sardinha,L.B, & Barata, J.L. Nutrição, Exercício e Saúde. Lidel, Lisboa, 2008.
U.S. Department of Health and Human Services. Physical Activity and Health: A Report from the Surgeon General. Atlanta, GA: U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, 1996.
Wilson, B.R., & Glaros, T.E. Managing Health Promotion Programs. Human Kinetics, Champaign, 1994.
A avaliação desta disciplina comporta a execução de duas frequências. Para um estudante dispensar de exame final é necessário obter a média de 9,5 nas duas frequências.
96.0 horas
